Christian Huygens

 

Na antiga Grécia já eram conhecidos e estudados alguns fenômenos ópticos, tais como, reflexão, refração, decomposição da luz em prismas e havia também alguns grupos que definiam a natureza da luz conforme o preceito básico que defendiam.

O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) foi a primeira pessoa, que se tem notícia, a adotar a natureza ondulatória da luz, pois para ele a luz era uma espécie de fluído imaterial que chegava aos nossos olhos, vindo dos objetos visíveis, através de um. Christian Huygens nasceu em Adia, na Holanda, em 14 de abril de 1629. Filho de Constante Huygens, uma das figuras mais importantes do renascimento na Holanda, foi também um grande amigo do filósofo René Descartes.  Foi assim que por volta de 1655, usando uma dos telescópios mais poderosos de seu tempo, Christian Huygens demonstrou que as estruturas estranhas observadas por Galileu ao redor de Saturno quase cinqüenta anos antes eram, na verdade, anéis!A observação sistemática dos anéis de Saturno conduziu a uma das maiores descobertas desse astrônomo: a lua Titã, uma dos maiores satélites naturais de todo o Sistema Solar.
Com isso suas primeiras observações o levam a descoberta da Nebulosa de Orem, de um novo satélite de Saturno, como também, consegue dar a primeira descrição correta dos anéis deste planeta.  O problema dos anéis de Saturno foram primeiramente enfrentados por Galileu, quando foram descobertos pela primeira vez, juntamente com a descoberta do seu primeiro satélite. 

              A necessidade de registrar, com maior precisão, os tempos das observações astronômicos levou Huygens a estudar o problema da aplicação do pêndulo para regulagem dos relógios. Problema este não resolvido por Galileu. Em 1657, apresentou seu primeiro método de controle de relógios utilizando-se do movimento de um pêndulo, apresentando aos Estados-Gerais e, publicando logo após, sua famosa obra Horologium Oscillatorium, que contém muitas das descobertas originais sobre a teoria do pêndulo. Além da teoria e da descrição dos mecanismos de funcionamento do pêndulo, este livro também trazia os teoremas sobre a força centrífuga no movimento  circular com os quais, Newton  utilizou para  formular sua Lei da Gravitação.Por influência de Colbert, Huygens foi convidado por  Luis XIV  a vir para Paris  como um membro da Académie dês Sciences que tinha acabado de ser fundada. Aceitando o convite, passou quinze anos em Paris saindo de lá somente para visitas a sua terra natal.Em 1678, Huygens apresentou a academia francesa, mas só publicou em 1690, em Leyden, o Traité de la Lumière (Tratado da Luz),  sua mais importante  contribuição para o progresso da Física, onde descrevia sua teoria ondulatória da luz. No início de seu trabalho ele descreve o seu princípio:No estudo da propagação destas ondas, deve-se considerar que cada partícula do meio através do qual a onda evolui, não só transmite o seu movimento à partícula seguinte, ao longo da reta que parte do ponto luminoso, mas também a todas as partículas que a rodeiam e que se opõem ao movimento. O resultado é uma onda em torno de cada partícula e que a tem como centro".     Huygens parte da idéia de que a luz  é transmitida através do éter e se comporta  como uma série de ondas de choque, que transmitem o movimento de uma à outra (por exemplo: como a transferência de momento de uma bolinha a outra), possui uma enorme velocidade mas não se propagava a uma velocidade infinita, como pensavam os cientistas da época.  Quem o levou a este ponto de vista correto, sobre a  a velocidade da luz, foi o trabalho realizado pelo astrônomo dinamarquês Olaus Röemer, em 1666. 

            Os desenhos abaixo mostram as construções geométricas de Huygens para ilustrar o seu princípio, a reflexão da luz e a refração da luz. Christiaan Huygens havia proposto uma teoria ondulatória da luz, segundo a qual ela consistiria de vibrações de uma substância sutil, a que se chamou “éter luminífero”. Mas a teoria de Huygens não era suficientemente articulada e precisa, e foi logo eclipsada pela teoria corpuscular de Newton, que prevaleceu durante todo o século 18. (As únicas vozes discordantes nesse século foram a de Benjamin Franklin e a do mais famoso matemático da época, o suíço Leonard Euler.)

Tal situação viria a reverter-se a partir do início do século seguinte. Em 1801 o inglês Thomas Young realizou um experimento no qual pôde observar efeitos luminosos com uma configuração típica de interferência. O experimento consistia essencialmente em iluminar com a luz de uma fonte de tamanho aparente pequeno um anteparo contendo dois  orifícios  diminutos e muito próximos um do outro, .

Antes de prosseguirmos, precisamos ainda tecer algumas considerações sobre dois outros conceitos importantes na física: o de campo e o de átomo.

Tem havido profundas divergências de interpretação em torno do conceito de campo, ao longo da história e em cada época, entre diferentes cientistas e filósofos. Existe, porém, uma interpretação mínima mais imediata, aceita por todos, segundo a qual os campos podem ser tidos como instrumentos matemáticos que facilitam o cálculo das forças que agem sobre um dado corpo. As divergências surgem quando se pergunta se eles são meros instrumentos de cálculo ou algo além disso, e qual a natureza desse algo.

Ilustremos a interpretação instrumentalista dos campos tomando o caso do campo gravitacional. A lei da gravitação universal de Newton descreve a força gravitacional entre duas partículas de massas M e m separadas por uma distância r por meio da expressão  F = GMm/

            Em 1681 Huygens retorna para Holanda. A partir daí até a sua morte, que ocorreu em Haia, em 8 de junho de 1695, aos sessenta e seis anos, ele devota o resto de sua vida a estudos científicos e a publicação de seus trabalhos. 

 

Nem todo mundo concordava com o modelo corpuscular adotado por Newton. O holandês Christian Huygens (pronuncía-se "róiguens") defendia ardorosamente um modelo ondulatório da luz. Segundo ele, a luz seria formada por ondas, cada cor correspondendo a um comprimento de onda próprio, com velocidade diferente dentro do prisma.

 

 

A dispersão da luz por um prisma não permite decidir qual dos dois modelos, corpuscular ou ondulatório, é o mais adequado para descrever a natureza da luz. Ambos produzem explicações satisfatórias. Na época, prevaleceu o enorme prestígio de Newton, lastreado em seu assombroso sucesso com a Mecânica e a Gravitação. Praticamente toda a comunidade científica e intelectual desse tempo preferiu seguir o grande mestre inglês, adotando o modelo corpuscular. No caso do arco-íris, um modelo geométrico descrito pelo filósofo francês René Descartes já tinha grande aceitação. Como veremos a seguir, esse modelo era baseado no comportamento de raios de luz e se ajustava melhor à descrição da luz como formada de partículas.

 

Em 1678, Christian Huygens sugeriu que o índice de refração é determinado pela velocidade que a luz atravessa o meio. Ele pensava que a luz era um movimento ondulatório, e se estivesse certo, o índice de refração seria maior quanto menor fosse a velocidade com a qual a luz penetrasse no meio. Mas se fosse partícula, acorreria o posto, ou seja, num meio mais denso, a velocidade seria maior, porque as partículas seriam atraídas pelas moléculas. Mas não havia tecnologia disponível para medir a velocidade da luz com precisão, de maneira que permaneceu a dúvida quanto à natureza do fenômeno luminoso, embora Huygens estivesse certo quanto à refração ser decorrente da alteração de velocidade.

Tratado sobre a luz'' em 1690, uma explicação para o fenômeno da reflexão e refração baseado no conceito de frente de ondas, atualmente conhecido como Princípio de Huygens. Na propagação destas ondas, cada partícula do éter não só transmite o seu movimento à partícula seguinte, ao longo da reta que parte do ponto luminoso, mas também a todas as partículas que a rodeiam e que se opõem ao movimento. O resultado é uma onda em torno de cada partícula e que a tem como centro.2

Como vemos, a luz, para este cientista, constitui-se num movimento ondulatório que se propaga pe voltarmelhantemente ao som que se propaga pelo ar.